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Está frio…
Estamos no mês de Dezembro do ano de 1890.
Ninguém se atreve a pronunciá-lo, mas dentro de
momentos a Madre parte. A sua existência chegou
ao limite e ela sabe-o… A sua vida foi tomada
pelo amor e agora, quando sabe que a morte a vai
levar, está feliz, espera com alegria que se
rompa o véu para poder penetrar na eternidade.
Os olhos de todas as suas Filhas estão atentos
àquele quarto da rua Fuencarral, em que a Madre
se está apagando…Todas queriam estar a seu lado…
Ninguém diz nada,
mas Vicenta Maria lê nos seus olhos e nos seus
rostos a expressão de tristeza, a tensão em
manter a serenidade no momento em que o "adeus"
vai ficando mais próximo e teme. Porquê? Pelas
suas jovens. Pensa que os dias de Natal serão
tristes pela pena da separação e isso não pode
ser. Sobrepõe-se à fadiga e diz-lhes: "Quero
recomendar-lhes que por causa da minha morte não
se suprima nenhuma festa das jovens, e isto,
ainda que estivesse de corpo presente".
O tempo! Quem
pudesse parar o tempo! Continua compassado o tic
tac do relógio. Vai avançando a manhã. No
semblante da Madre antevê-se que a paz está
chegando… É a hora em que o Instituto confirma a
sua fé. À 1h.45m inclina suavemente a cabeça e
entrega-se ao sono eterno. Tinha apenas 43 anos.
PARTIU… Penetrou
nos mares da eternidade, donde abençoa e
acompanha a sua obra e as suas jovens. (Cfr. C.
Notário rmi "Caminho de Amor") |