Recursos
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

    

Volver
 

O bordado de Deus

 

Quando eu era pequeno, a minha mãe costumava costurar muito. Eu sentava-me perto dela e perguntava-lhe o que estava fazendo. Ela respondia-me que estava bordando.

 

Observava o trabalho da minha mãe numa posição mais baixa do que aquela em que ela estava sentada. Por isso, queixava-me sempre dizendo-lhe que desde o meu ponto de vista aquilo que ela fazia me parecia muito confuso. Ela sorria, olhava para baixo e, gentilmente, dizia-me: “Filho, vai lá para fora brincar um pouco. Quando eu terminar o meu bordado, sentar-te-ás no meu regaço para vê-lo desde a minha posição”. Eu perguntava-lhe porque usava algumas linhas de cor escura e porque tudo, visto da minha posição, parecia tão desordenado.

 

Uns minutos mais tarde, escutava a voz da minha mãe, chamando-me: “Filho, vem sentar-te no meu regaço!” Eu vinha imediatamente. Surpreendia-me e emocionava-me ao ver uma maravilhosa flor ou um belo pôr-do-sol bordados. Não podia acreditar. Debaixo via-se tudo tão confuso. Então, a minha mãe dizia-me: “Meu filho, de baixo via-se tudo confuso e desordenado, mas não percebias que havia um plano superior. Tinha um desenho! Eu só o seguia! Agora, olha-o da minha posição e saberás o que eu estava fazendo”.

 

Muitas vezes, ao longo dos anos, olhei o Céu e disse: “Pai, o que fazes?” Ele respondia-me: “Estou bordando a tua vida!” Então, eu replicava-lhe: “Mas vê-se tudo tão confuso e desorganizado. As linhas parecem tão escuras. Porque não são mais brilhantes?” E, Deus parecia dizer-me: “Meu menino, ocupa-te com o teu trabalho... eu estou fazendo o meu. Um dia, vou trazer-te ao Céu, vou pôr-te sobre o meu regaço e entenderás...”

 

Nestes dias em que parece que nem sequer Deus se lembra de ti, em vez de te angustiares, repete com certeza: Senhor, eu confio em ti!

 

Volverarriba