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  ApresentaçãoQuem somos | História | Expansão no mundo | Organizacão de Governo | Documentos | Estatística 

Origens | Capítulos Gerais | Madres Gerais

O percurso histórico da Congregação, ao longo do século XX, aprofundando as raízes das origens no século XIX, torna-se hoje projecção frondosa para Terceiro Milénio.
Apresentamos este caminho congregacional através de três secções que expressam a sua trajectória marcada pela constante procura da Vontade de Deus, desde as origens e nos sucessivos Capítulos Gerais, que em atitude de discernimento, procuraram “pôr a mão no pulso do tempo e o ouvido no coração de Deus” – Paulo VI – para perceber a acção do Espírito.
 
As Madres Gerais, ao serviço da unidade, impulsionaram e animaram as diferentes etapas do caminho na expansão da Congregação.

1. ORIGENS

 

"Algumas notícias sobre a origem, a fundação e o crescimento do nosso Instituto".

Apontamentos de Sta. Vicenta Maria

 

Faz tempo que tenho dois desejos: primeiro, deixar por escrito a história dos acontecimentos que a Divina Providência, de forma imperceptível, foi unindo para a preparação, o estabelecimento definitivo e o crescimento do Instituto”.

 

Apesar da nossa história não possuir, na sua aparência, nada de portentoso, nem coisas de grande efeito, os factos mais pequenos e ordinários são de grande interesse para nós. Penso que as nossas contemporâneas gozarão recordando-os, e as que nos sucederão, em conhecê-los. Umas e outras louvarão a Deus, ao perceber como tão suavemente Ele foi dispondo tudo.

 

O outro desejo é: deixar consignadas algumas das virtudes dos meus antepassados, porque foram eles os alicerces do Instituto. Partindo daí, o Senhor começou a preparar o caminho...”

 

“Dª. Maria Eulália Vicuña, casada com o ilustríssimo Sr. D. Manuel de Riega, e o seu irmão D. Manuel Maria Vicuña, pertenciam à “Congregação da Doutrina Cristã”, desde os primeiros tempos da sua fundação.

 

Quando os Senhores Vicuña começaram a trabalhar nesta obra, encontrava-se apenas estabelecida no Hospital de S. João de Deus. No que se refere à secção de senhoras, Dª. Eulália estendeu as actividades da mesma ao Hospital Geral e à Prisão de Mulheres”.

 

“Reconhecendo que o trabalho com as mulheres de má vida, que se refugiavam no Hospital de S. João de Deus, não produzia frutos, visto que quando se encontravam restabelecidas voltavam às casas de perdição, Dª. Eulália se propôs abrir uma casa, mesmo que fosse muito pequena, para poder acolhê-las”.

 

“Algumas senhoras reunindo o necessário para pagar um ano de aluguer modesto, ajudaram-lhes”.

 

“No dia 08 de Dezembro de 1853, depois de comungar na Paróquia de Sto André, [Dª. Eulália] foi procurar um quarto e encontrou-o na Calle Lucientes. Nele, colocaram três camas. Uma senhora piedosa cuidava das jovens recebidas, precedentes de S. João de Deus”.

 

“Naquela altura, a viscondessa de Jorbalán tratava da realização da sua fundação, visando este mesmo fim. Visto que ela dava plenamente resposta ao vazio anteriormente experimentado, Dª. Eulália pensou que a CASITA, como lhe chamavam e como toda a propriedade, serviria para receber jovens empregadas domésticas honradas que, em fase de convalescença, deixavam o Hospital Geral e não tinha para onde ir. Acerca delas, Dª Eulália afirmava: ‘que empenhavam a roupa e depois a alma’. E assim se fez”.

 

“Como foi crescendo o número, aumentaram as camas, mudaram-se para andares com maior capacidade na Calle del Rubio e, mais tarde, na Calle del Humilladero. Inicialmente, só recebiam as que saiam do Hospital. Depois passou-se a acolher as desacomodadas”.

 

“Vendo que a Obra crescia, os Senhores Vicuña pensaram na necessidade de um Instituto Religioso que se encarregasse da direcção do pequeno estabelecimento. Determinaram-se pelas “Carmelitas da Caridade” que, efectivamente no ano 1855 assumiram a direcção. Formou-se uma Junta de Senhoras e D. Manuel Maria Vicuña (que era a alma de tudo o que a sua irmã realizava) com outros dois senhores, Presbíteros”...

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